O dia (até à data) mais quente do ano!
Para me por em linha com o clima de calor, resolvi por-me "quente". Que é como quem diz: vestir uma roupette mais sensual, esticar os caracóis, em regra encarapinhados, e vestir a pele de mulher (ou jovem adulta) mais ou menos "fatale".
Como cantavam os Fúria do Açucar em mil novecentos e troca o passo, "Eu gosto é do Verão".
Já tem sido escrito, dissertado, cantado, etc., com ampla abundância que o calor produz sobre a maioria dos seres humanos um efeito de libertação, desinibição, e mesmo maior receptividade no convívio com outros seres humanos. O que no meu caso até é verdade.
Nos últimos dias - também causado pelo aumento brutal de consumo de alcoól - tenho andado como que mais solta...
Mas o meu "mais solta" confina-se (por enquanto) ao palavreado e à escrita.
No outro dia ao telefone, dei por mim a por o meu interlocutor a comentar o meu perfume em voz que me pareceu algo lânguida. Culpa minha, obviamente, que conduzi a conversa para esse tema. De forma aparentemente inocente, pois claro.
Não contente com isso, no outro dia à noite, pus-me a falar com um perfeito estranho no messenger. Até aqui nada de estranho, pois tenho andado numa onda de fazer novos conhecimentos, pessoalmente ou no mundo cibernético.
A conversa iniciou-se com aquele tema sempre útil: o tempo. Trocámos umas larachas sobre o mesmo e, já nem me lembro bem como, acabámos a trocar confidências sobre as nossas experiências na área do flirt.
Devo confessar-vos que adoro o flirt. E desconfio que qualquer pessoa adepta do racionalismo e do controlo ou sangue frio provavelmente também partilhará da minha adoração.
O flirt é, para mim, aquele exercício em que podemos mostrar o que de mais ousado há em nós, sem nos comprometer-mos com mais nada. Ou seja, em que podemos esticar a corda até ao limite, sendo minimamente inconsequentes. O que me pode acontecer por flirtar com alguém? Eu diria nada, desde que a coisa seja bem feita. Isto é, ser ousada sim, mas sem me atravessar com aspectos explícitos, sob pena de a coisa poder tomar o rumo que até nem é o pretendido.
Diria que o flirt implica também alguma paciência e alguma dose de teatralidade. Pelo menos no meu caso, que no dia-a-dia assumo uma certa quota-parte de calculismo, frieza, podendo muitas vezes aparentar ser fleumática. Paciência porque não deve ser fácil manter as coisas num nível superficial. Teatralidade, porque para mim isso implica fingir que sou uma pessoa despreocupada (o que não é de todo o meu caso) e que estou sempre pronta para toda e qualquer diversão (quem me conhece já deve estar: pois, não és mesmo tu...).
Mas é como digo: adoro o flirt. Creio que o flirt é das poucas situações em que não me importo de criar (ou que criem em mim) expectativas que provavelmente nunca terei oportunidade de comprovar ou de deixar que comprovem.
Os angolanos chamam a isto "ter garganta". E confesso-vos que muitas das pessoas por quem já estive "caidinha" eram mestres exímios na arte de "gargantar". Podiam até não ser esteticamente espectaculares, mas a bendita da garganta sempre exerceu, de facto, um poder influente sobre mim.
(P.S. - agradeço que quem tiver a paciência de ler estas linhas se abstenha de qualquer comentário ao passar por este trecho. A gerência agradece)
Mas atenção, exigo sempre o mínimo de nível de inteligência e humor corrosivo, e de conhecimento da língua portuguesa, em particular na conjugação de verbos. Comigo, não há flirt que resista a um interlocutor que me atira com um "conheço-lhe", "vi-lhe", "ha-des" ou "ha-dem"!
Por isso, já sabem: se tiverem amigos com a tal da garganta (e que cumpram os requisitos mínimos, está claro!), apresentem...
sexta-feira, 27 de junho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
Quando eles sabem o que querem...
Ora bem...
Ontem referi - ainda que en passant - um abalroamento jusnaturalista (nas palavras da bloguista minie).
Pois bem, para ficar para a posterioridade e poder lembrar-me da estória para a contar aos meus netos (consaguíneos ou emprestados) aqui vão os pormenores:
Cena 1: Sábado à noite, 23h50...Minie e P.H. passam pela barraquita para ir buscar a "je" para uma noite no recém aberto Tamariz. A "je" estava numa onda de vestuário casual: jeans (colados na medida do possível) e top branco inocente revelando um pouco destes ombros de chocolate devidamente dourados pelo sol apanhado no dia.
Minie e P.H. desaprovam o dress code adoptado e aconselham (diria praticamente forçam...) a mudança para algo mais sexy e revelador. A escolha: um vestido preto algo colante, com mega decote com faixas fuchsia para evidenciar dois dos meus melhores assets (coitaditos, têm estado numa onda decrescente, mas ainda assim - em particular se devidamente acondicionados - causam algum impacto...).
Cena 2: depois de reconfortada com uma "jola" e uma tosta mista (pois que com tanta actividade, havia-me esquecido de jantar) e de fazermos uma preview no Sushimoto acompanhadas de sakerinha de morango e caipisake, lá nos deslocámos para o Bar do Tamariz.
Cena 3: trintão, bem parecido, louraço de olhos claros, com ligeiro ar de playboy aborda-me. Gosta do que vê e logo no primeiro momento da apresentação furta um beijo. Confesso que só me apercebi do furto segundos mais tarde quando recordei ter tido a nítida sensação de uma barba a roçar-me os lábios...
Cena 4: 2 minutos mais tarde playboy pede-me para apreciar a suavidade da minha pele e comenta o facto de ser naturalista. Não obstante ter-me feito despercebida, vem a primeira atitude directa traduzida no seguinte encadeamento de questões: e se eu a convidasse para uma sessão privada? De naturalismo? Nós os dois num ambiente mais íntimo? Parece-lhe bem?
Eu até sou uma moça relativamente esperta...devia ter adivinhado o que se seguiria. Mas fiz-me de parva, continuei com o flirt mais uns segundos e depois voltei-me para dedicar a minha atenção a Minie e P.H.
Cena 5: playboy repara no vestido e nos assets que este evidencia (quer numa perspectiva traseira, quer numa perspectiva dianteira)...e aqui entornou-se o caldo. Ou melhor, levantou-se o circo... e diga-se com uma tenda bem erigida...
Cena 6: pano de fundo - a multidão...a música a bombar...eu e a Minie a fugirmos para o carro...
E ainda dizem que os homens não sabem o que querem.
Ontem referi - ainda que en passant - um abalroamento jusnaturalista (nas palavras da bloguista minie).
Pois bem, para ficar para a posterioridade e poder lembrar-me da estória para a contar aos meus netos (consaguíneos ou emprestados) aqui vão os pormenores:
Cena 1: Sábado à noite, 23h50...Minie e P.H. passam pela barraquita para ir buscar a "je" para uma noite no recém aberto Tamariz. A "je" estava numa onda de vestuário casual: jeans (colados na medida do possível) e top branco inocente revelando um pouco destes ombros de chocolate devidamente dourados pelo sol apanhado no dia.
Minie e P.H. desaprovam o dress code adoptado e aconselham (diria praticamente forçam...) a mudança para algo mais sexy e revelador. A escolha: um vestido preto algo colante, com mega decote com faixas fuchsia para evidenciar dois dos meus melhores assets (coitaditos, têm estado numa onda decrescente, mas ainda assim - em particular se devidamente acondicionados - causam algum impacto...).
Cena 2: depois de reconfortada com uma "jola" e uma tosta mista (pois que com tanta actividade, havia-me esquecido de jantar) e de fazermos uma preview no Sushimoto acompanhadas de sakerinha de morango e caipisake, lá nos deslocámos para o Bar do Tamariz.
Cena 3: trintão, bem parecido, louraço de olhos claros, com ligeiro ar de playboy aborda-me. Gosta do que vê e logo no primeiro momento da apresentação furta um beijo. Confesso que só me apercebi do furto segundos mais tarde quando recordei ter tido a nítida sensação de uma barba a roçar-me os lábios...
Cena 4: 2 minutos mais tarde playboy pede-me para apreciar a suavidade da minha pele e comenta o facto de ser naturalista. Não obstante ter-me feito despercebida, vem a primeira atitude directa traduzida no seguinte encadeamento de questões: e se eu a convidasse para uma sessão privada? De naturalismo? Nós os dois num ambiente mais íntimo? Parece-lhe bem?
Eu até sou uma moça relativamente esperta...devia ter adivinhado o que se seguiria. Mas fiz-me de parva, continuei com o flirt mais uns segundos e depois voltei-me para dedicar a minha atenção a Minie e P.H.
Cena 5: playboy repara no vestido e nos assets que este evidencia (quer numa perspectiva traseira, quer numa perspectiva dianteira)...e aqui entornou-se o caldo. Ou melhor, levantou-se o circo... e diga-se com uma tenda bem erigida...
Cena 6: pano de fundo - a multidão...a música a bombar...eu e a Minie a fugirmos para o carro...
E ainda dizem que os homens não sabem o que querem.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Porque me irritam?
Primeiro: não é difícil irritarem-me. Embora não aparentando, como boa nativa do signo de peixes, a sensibilidade vive à flor da minha pele (que, by the way, foi altamente elogiada num recente abalroamento naturalista...).
Segundo: apesar da facilidade com que o gatilho da irritação dispara, o instinto de sobrevivência fala mais alto. Logo, a capacidade de disfarce consegue impor-se em fracções de segundos. Se fosse atleta, estariam sempre a acusar-me de falsas partidas...
Terceiro: se não fosse tão idealista e algo ingénua (é verdade, por detrás deste ar de carro de assalto, sou verdadeiramente ingénua. Daí a necessidade da couraça...) certamente não me irritaria tantas vezes. Valha-me a tensão baixa...
Para acabar: o que mais me irrita são mesmo as pessoas. Por vezes também seres que assumindo o aspecto de pessoas podemos conduzir à categoria de seres rastejantes ou que vivem em condutas (boa, condutas - me like!).
Em particular aqueles seres que, por julgarem estarem numa missão, são completamente autistas em relação ao que se passa à nossa volta. Ainda por cima voluntariamente autistas.
Ufa, estava mesmo a precisar...que bom...agora já posso ir para a caminha praticamente liberta de qualquer irritação...
Bons sonhos!
Segundo: apesar da facilidade com que o gatilho da irritação dispara, o instinto de sobrevivência fala mais alto. Logo, a capacidade de disfarce consegue impor-se em fracções de segundos. Se fosse atleta, estariam sempre a acusar-me de falsas partidas...
Terceiro: se não fosse tão idealista e algo ingénua (é verdade, por detrás deste ar de carro de assalto, sou verdadeiramente ingénua. Daí a necessidade da couraça...) certamente não me irritaria tantas vezes. Valha-me a tensão baixa...
Para acabar: o que mais me irrita são mesmo as pessoas. Por vezes também seres que assumindo o aspecto de pessoas podemos conduzir à categoria de seres rastejantes ou que vivem em condutas (boa, condutas - me like!).
Em particular aqueles seres que, por julgarem estarem numa missão, são completamente autistas em relação ao que se passa à nossa volta. Ainda por cima voluntariamente autistas.
Ufa, estava mesmo a precisar...que bom...agora já posso ir para a caminha praticamente liberta de qualquer irritação...
Bons sonhos!
domingo, 22 de junho de 2008
Como será?
Como será acordar um dia e perceber que a nossa vida já não voltará a ser a mesma?
Como será sair da cama e perceber que tudo aquilo que estava ao nosso alcance umas horas antes se evaporou?
Como será sair de casa com o sentimento de angústia de quando chegarmos à rua tudo estará diferente?
Como será apercebermo-nos de que, de um momento para o outro, deixou de haver um objectivo pelo qual trabalhar?
Confesso...como control freak exemplar que sou, a inconstância assusta-me. Como não podia deixar de ser. Mas conhecer pessoas que já passaram por isso e hoje dizem "Obrigada" nem que seja para agradecer o gesto mais miserável, faz-me crer que efectivamente temos o que é preciso para conviver com, e ultrapassar, qualquer inconstância. Mesmo aquelas que inicialmente nos parecem intransponíveis.
Como será sair da cama e perceber que tudo aquilo que estava ao nosso alcance umas horas antes se evaporou?
Como será sair de casa com o sentimento de angústia de quando chegarmos à rua tudo estará diferente?
Como será apercebermo-nos de que, de um momento para o outro, deixou de haver um objectivo pelo qual trabalhar?
Confesso...como control freak exemplar que sou, a inconstância assusta-me. Como não podia deixar de ser. Mas conhecer pessoas que já passaram por isso e hoje dizem "Obrigada" nem que seja para agradecer o gesto mais miserável, faz-me crer que efectivamente temos o que é preciso para conviver com, e ultrapassar, qualquer inconstância. Mesmo aquelas que inicialmente nos parecem intransponíveis.
Sommier rosa
É a cor do meu...
Não, os textos não têm necessariamente a ver com, mas podem lá ir parar.
Também podia ter escolhido o nome retrete branca, pois sendo uma pessoa que aproveita todos os minutos, a inspiração também ocorre no local...lol
Sinal de que estou a voltar à vida
Não, os textos não têm necessariamente a ver com, mas podem lá ir parar.
Também podia ter escolhido o nome retrete branca, pois sendo uma pessoa que aproveita todos os minutos, a inspiração também ocorre no local...lol
Sinal de que estou a voltar à vida
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