terça-feira, 16 de março de 2010

Resoluções!

Não, não são as do Conselho de Ministros, mas as minhas próprias, daquelas do Ano Novo.
Foram várias, como sempre, mas algumas já em vias de concretização.

Sim, que a vantagem de fazer anos em Março é a de que é tão perto do Ano Novo e, como calha dia 1, fica mesmo bem para dar início ao cumprimento das ditas.

Primeira resolução: dar atenção à casa. Foi assim que durante o mês de Fevereiro e a primeira quinzena deste mês andei enfiada nas mais "famosas" casas de decoração da capital. Digo mais famosas, porque são aquelas a que recorrem os meninos do "Querido Mudei a Casa" e porque o tempo não está para gastos malucos (nem que seja por uma questão de consciência social...para não dizer cordões à bolsa).
Foi assim que andei pelo Ikea, Leroy Merlin, Moviflor, Area, tendo-se as extravagâncias concentrado na Casa Décor (tapetes), Loja do Gato Preto (bancos de cozinha), Zara Home (ai o meu super fofo e quente edredão de penas) e Arboretto (um Abat-Jours que é um must)...
De gastos de níveis faraónicos, passei para gastos comedidos, tendo optado por dar rematar à baliza não com as grandes coisas, mas sim com os pequenos toques que fazem a decoração e tornam o look final tão mais único.

Este impulso de me virar para dentro vem de vários factores: estar farta de viver algo hedonísticamente e, por isso, entrar numa casa algo espartana (fora o LCD, claro está...) e sentir que ela não emitia a minha vibe; sentir que os meus dias em Portugal a título permanente podem estar mais perto do fim, pelo que quero deixar já pronto o meu refúgio do futuro (a visualização e a lei da atracção são tudo!); e porque quero aproveitar a Primavera para promover mais convívios com os meus amigos que têm estado mais presentes mas que por um motivo ou outro nunca passaram da porta do meu prédio ou só visitaram as instalações uma ou outra vez...e, last but not least, obviamente que queria um love nest mais acolhedor para quando o Outback me visitar...mesmo que em sonhos...

Segunda resolução: perder aqueles quilinhos que ainda teimam em persistir. Esta foi relativamente fácil...com o não ter tempo para nada e finalmente ter começado a dar uso devido ao iphone e ao chip da apple para os ténis Nike, o programa de treino já anda avançado, as pernas mais torneadas e a balança cada vez mais perto dos tão almejados taletaletal cinco quilos :-)

Terceira resolução: expandir e entregar-me (ainda) mais aos horizontes literários e musicais (e aplicar aqui os euros poupados na mobília, claro está...).
É assim que tenho aproveitado para descobrir coisas novas (pelo menos para mim), como Vampire Weekend, XX, Buika, bandas sonoras de filmes não tão novos assim. Acrescentei também alguns autores essenciais à minha nova estante (tadita, mal foi estreada ficou logo sobrelotada...), como Françoise Sagan, Jacques Kerouac, Maquiavel e mesmo Sun Tzu.

Quarta e não menos importante: tentar seriamente procrastinar menos e aderir mais ao estilo planeador (mas muito mitigado, está claro). Para tal contribuiram dois livritos, um deles do qual estou absolutamente fã até ao momento: The Mind Gym - Dá-me tempo. Oh yeah, I need it! Daqui a um mês volto com os resultados...
Quinta (tomada esta semana depois de uma conversa com Camões): pensar seriamente em mudar de vida e virar-me para outro negócio, a médio/longo prazo. O que posso revelar para já: aparentemente muito boa gente pensa que eu andei a fazer cursos de NLP. Ao que pensei: bom, mais vale ter a fama E o proveito...Me aguardem!

E estas são, por agora, as últimas.

Ah, e só para dizer que saldos, nem cheirá-los!!! Claro que no outro dia entrei numa Zara e já me desgracei assim para o pouquinho, mas foi mesmo só pouquinho. Das dezoito peças que levei para o provador, apenas vieram 3: aquelas que passaram o crivo do racionalizar as necessidades e que gritavam sempre SIM à pergunta por várias vezes colocada (Mas precisas mesmo, mesmo, mesmo?).

Bom, je m'en vais! E ao ritmo a que tenho andado a bloggar, provavelmente só nos lemos depois da minha business trip to...

terça-feira, 9 de março de 2010

Lose ramblings!*

Bem sei que a ideia era a de escrever aqui as palavras que nem sempre consigo ou quero exprimir. Mas tenho que ser honesta...mesmo este exercício é difícil...porque, de facto, nem tudo pode ser dito ou, mesmo, escrito.
Não é que não tenha assunto. Não! Pelo contrário, assunto é coisa que não me falta, pois sou moça de opiniões.
O problema é que mesmo as minhas opiniões são, por vezes, controversas e, por mais que tente dominar este ponto, custa-me sempre expressá-las perante espectadores que na grande maioria dos casos me vão tentar fazer ver que estou errada!
Admito que não gosto que me digam que estou errada. Mas também admito que desgosto menos quando o assunto é tema minimamente pacífico para todos os interlocutores, nem que seja porque temos mais ou menos a mesma base empírica que nos permite induzir que o tema será pacífico.
Eu sei que Platão advogava a dialéctica - a arte do diálogo para atingir a verdade -, mas se formos ver, a verdade depende sempre da perspectiva de cada um. O que é complicado quando todos temos experiências e percepções diferentes da vida.
É por isso que às vezes me custa um bocado expressar tudo o que me vai na alma, nem que seja porque tenho o hábito irritante de pensar que devemos ter estômago para ouvir as verdades uns dos outros.
Por exemplo, às vezes apetece-me censurar abertamente as pessoas que me rodeiam, mas não o faço, excepto com duas pessoas: a minha mãe e o meu irmão. São aquelas pessoas a quem sei que posso dizer tudo e de quem também espero que me digam tudo. Atenção, quando digo tudo é tudo aquilo que incomoda e susceptível de por em perigo os nossos laços tão frágeis se não for mudado/melhorado. Também não digo que tudo passa impune ou sem "fazer mossa". Como é óbvio, faz. E se não fizesse, diria que as pessoas que as proferiram não têm significado para mim.
Em menor grau, tenho também uma grande amiga a quem sinto que posso dizer quase tudo e que isso não afectará, pelo pior, a nossa amizade. Só gostava é de poder falar no plural...Mas há sempre esperança, por isso a ver vamos.

Ah, e que já estamos no tema das baboseiras com cheiro a confissões, aqui fica: outra coisa que detesto no processo da dialéctica e também na opinião que fazemos dos outros é a projecção do nosso eu nos outros. Passo a explicar: se há coisa que detesto é que os outros tomem/não tomem acções relativamente a mim, com medo de alguma reacção minha, medo esse muitas vezes puramente imaginário e resultado da projecção dos medos/atitudes desses outros em mim...Projecções para mim é só no ecrã de cinema ou com projector de sala!


*À advogada: a tradução do título é "baboseiras soltas"...é tarde,estou cansada e milhões de ideias fervilham nesta cabecinha