..numa noite de eleições (nas quais, fyi, participei, sim senhora), esteja agora sentada ao computador a procurar notícias do Mundo ou a jogar "Mafia Wars".
Registo que o resultado me agrada, como não podia deixar de ser, mas ao mesmo tempo estou com um nozinho no estômago.
Deixei propositadamente para o fim escrever sobre este processo eleitoral, pois que cada vez mais reconheço mérito às célebres palavras de João Pinto: "Prognósticos, só depois do jogo" (ao que também devo ser seguida por Nassim Nicholas Taleb).
E ainda assim não me pretendo alongar muito sobre o tema. Resta-me ser consequente com as minhas palavras, proferidas muitas vezes a propósito de exemplos não tão bons da democracia, e que rezam assim: "cada povo tem o governo que merece. Os governos de cada país mais não são do que o reflexo das sociedades que os elegem".
Como fã acérrima do contrato social - e como ontem referido por um notório e eloquente conservador da área de Loures (onde por acaso me encontro hoje a escrever estas linhas) - e os contratos criam direitos e deveres que são para serem cumpridos, não posso deixar de mencionar, a título de nota pessoal, o quão triste e desapontada me deixa o elevado nível de abstenção registado num acto eleitoral cujos resultados são os que mais impactos provocam no nosso dia-a-dia.
Seria de esperar que na actual conjuntura de crise (a vários níveis) e que nos faz reflectir em muitas das coisas em que muitos de nós acreditamos, falte a consciência (ou em alguns casos a iniciativa ou vontade) de participar e exercer um dos direitos fundamentais mais importantes do ser humano: o direito de voto. E de, deste modo, tentar conduzir a política (afinal instituída para a concretização de interesses presentes na sociedade) do nosso país.
É precisamente esta nossa demissão da participação na vida política que promove a perda de qualidade dos nossos "políticos", a sensação (provavelmente para alguns, mais do que sensação a certeza) que temos de impunidade pelas promessas feitas e não cumpridas e da impossibilidade de uma efectiva responsabilização por tal, a perpetuação da estagnação em que Portugal se encontra desde há longos anos.
E, sendo a sociedade um reflexo dos seus vários membros, atrevo-me a opinar que este tipo de actuação (ou melhor, omissão) acaba também por reflectir o que é hoje, para mim, a sociedade portuguesa: uma sociedade profundamente marcada pela descrença, pela sensação de impotência, pela conformação com o "status quo", pela resignação. Que bloqueia qualquer possibilidade de verdadeiro avanço.
*Perdoem-me qualquer tom mais negativo e "desesperançado", mas isto hoje é Domingo e amanhã recomeça o trabalho depois de uma semana a recarregar baterias. Que, pelo que já pude antecipar, irão ficar completamente descarregadas antes de chegar a meio da semana...
domingo, 27 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
Fé!
Fé: crença absoluta na existência ou veracidade de certo facto; convicção íntima (Dicionário da língua portuguesa, Porto Editora).
Ontem o que eu testemunhei reforçou a minha crença no lado bom da vida! Que ele existe eu já sei, mas como todos os seres humanos presos à falácia da confirmação, ontem presenciei precisamente um daqueles momentos em que acabamos o dia a concluir que, por mais provações que aconteçam, por mais caminhos rochosos que tenhamos que percorrer, algumas vezes ao esforço, à dor, à angústia, sobrevirá a felicidade suprema.
Como a felicidade que a I. e o T. irradiavam ontem e altamente contagiante. Perdoem-me todos os meus amigos a cujos casamentos já tive a oportunidade de presenciar, mas creio que ontem foi um momento único para mim no que a estes assuntos do coração respeita. Não sei se pelo facto de estarem ali dois amigos meus que já conheço há 2 terços da minha vida, não sei se porque dos dois brotava mesmo uma felicidade quase palpável, que acabou por se entranhar logo em mim.
E ou muito me engano, ou muitos dos convivas sentiram o mesmo. Quase todos nós quisémos de alguma forma manifestar a nossa fé na I. e no T. e no seu momento de união perante Deus, a sua família e amigos. Prova disso foram os discursos (em português, inglês e holandês), em que quase todos os oradores tinham os olhos húmidos, com a lágrima ao canto do olho, os versos improvisados da boys band constituída no acto e o momento revivalista gospel da girls band dos tempos de liceu.
Uma festa que para muitos de nós durou mais de 12 horas, mas que espero, ou melhor, tenho fé (from the bottom of my heart) para vocês durará infinitamente mais.
E, aproveitando os ensinamentos do Eric: Gefeliciteerd met uw huwelijk!
Ontem o que eu testemunhei reforçou a minha crença no lado bom da vida! Que ele existe eu já sei, mas como todos os seres humanos presos à falácia da confirmação, ontem presenciei precisamente um daqueles momentos em que acabamos o dia a concluir que, por mais provações que aconteçam, por mais caminhos rochosos que tenhamos que percorrer, algumas vezes ao esforço, à dor, à angústia, sobrevirá a felicidade suprema.
Como a felicidade que a I. e o T. irradiavam ontem e altamente contagiante. Perdoem-me todos os meus amigos a cujos casamentos já tive a oportunidade de presenciar, mas creio que ontem foi um momento único para mim no que a estes assuntos do coração respeita. Não sei se pelo facto de estarem ali dois amigos meus que já conheço há 2 terços da minha vida, não sei se porque dos dois brotava mesmo uma felicidade quase palpável, que acabou por se entranhar logo em mim.
E ou muito me engano, ou muitos dos convivas sentiram o mesmo. Quase todos nós quisémos de alguma forma manifestar a nossa fé na I. e no T. e no seu momento de união perante Deus, a sua família e amigos. Prova disso foram os discursos (em português, inglês e holandês), em que quase todos os oradores tinham os olhos húmidos, com a lágrima ao canto do olho, os versos improvisados da boys band constituída no acto e o momento revivalista gospel da girls band dos tempos de liceu.
Uma festa que para muitos de nós durou mais de 12 horas, mas que espero, ou melhor, tenho fé (from the bottom of my heart) para vocês durará infinitamente mais.
E, aproveitando os ensinamentos do Eric: Gefeliciteerd met uw huwelijk!
terça-feira, 15 de setembro de 2009
The power of nice e porque devemos evitar levarmo-nos muito a sério

Com o avançar da idade, começa a fazer-me cada vez mais espécie o tempo que gastamos - sim, também me incluo neste plural com alguma frequência - a querer mostrar aos outros algum tipo de antipatia ou desprezo.
Em particular, quando não conhecemos as pessoas com as quais estamos a interagir nesses momentos e que nada nos fizeram para merecerem essa atitude.
O presidente da Tertúlia do Tau Tau (Triple T) já me tinha avisado dos efeitos nefastos que isso tem: bloqueia a oportunidade de conhecermos mais pessoas, alargarmos o nosso universo de relacionamentos (seja a que nível for) e incorporarmos novas experiências na nossa vivência.
Eu própria já fui destinatária no passado de alguns e-mails de amigos em que estes me recomendaram vivamente a leitura deste livro. É óbvio que se tratavam de e-mails para "maçar", mas acredito que provavelmente a recomendação também teria fundo de verdade.
O que é certo é que, aliadas a estes e-mails, a visita a Düsseldorf o ano passado e a tirada do Presidente da Triple T - que tocou num ponto, confesso -, motivaram uma das resoluções de ano novo para 2009: tentar exercer com mais frequência o power of nice.
O primeiro nível de prática? A vida pessoal, está claro. E o que é certo é que de facto se começam a notar algumas evidências. Now, don't get me wrong. Eu não sou propriamente a encarnação da antipatia. Mas já me têm dito que esta é normalmente a primeira impressão que algumas pessoas têm de mim num primeiro contacto. Especialmente se este ocorrer num ambiente que desconheço e no qual sinto que não terei controlo - ainda que mínimo - do desenrolar de eventos. Portanto, decidi tentar mudar, até porque as primeiras impressões contam e muitas vezes o tempo não as permite inverter.
Assim, tenho vindo a mudar - aos pouco, é certo - o meu comportamento relativamente a pouco conhecidos ou mesmo muito desconhecidos, tentanto ser mais sorridente e simpática. Não posso dizer de forma desinteressada, desde logo porque um dos principais efeitos do power of nice é sentirmo-nos bem com nós próprios e, em simultâneo, parte do universo das pessoas a quem estamos a dirigir a nossa simpatia. Portanto, o power of nice tem também uma componente de auto-gratificação e de auto-realização. Being part of a bigger picture.
E, de facto, nunca se sabe se um sorriso, ainda que lançado ao acaso, não acabará por ter um efeito benéfico sobre quem o vê, mesmo não sendo este o seu destinatário pretendido. Ou seja, junta-se o útil ao agradável, já que ser simpático não custa, não magoa e até pode ter efeitos positivos (não confundir com o adoptar o papel de palhaço do circo e assim preferirmos ser rebaixados e pisados por falta de coragem para nos afirmarmos, seja na vida pessoal ou profissional. A nossa auto-estima é passível de conjugação com o power of nice, sem perda de dignidade e de assertividade).
Já o ar carrancudo, para além de nos tirar anos de vida, também nada de benéfico faz por nós. É fisica e psicologicamente desgastante, nada espontâneo e, em muitos casos, nem revela a nossa verdadeira natureza. Revela apenas uma faceta ou uma personagem que, na nossa cabeça, é a que deveríamos transmitir ao mundo para sermos - pensamos nós - levados a sério...
Mas ainda falta...pois que transpor esta atitude para o campo profissional ainda custa. É complicado, ainda para mais numa época em que vivemos num ambiente laboral altamente competitivo, em que as pessoas são treinadas a levarem-se mais a sério do que deviam, a fazer marketing desta imagem, a não reconhecerem a utilidade da humildade e os erros cometidos, a acreditar que é um mundo de "dog-eat-dog" e que quem mostra sentimentos está condenado a não sobreviver. Me included...but I'll get there. I'll be damned if I don't!
domingo, 6 de setembro de 2009
Fark lucky!
And just like that you pop - or better - text your way in...
If only people knew the effect of two words and an exclamation mark, even if they can't be squezzed for any other sense other than it's literal one...
Still, your text caused a smile of surprise and small and momentaneous satisfaction. Nice to see that Lisbon keeps finding a way in your mind, even if it's when you're watching a football game and remembering the last time you saw Portugal play...
If only people knew the effect of two words and an exclamation mark, even if they can't be squezzed for any other sense other than it's literal one...
Still, your text caused a smile of surprise and small and momentaneous satisfaction. Nice to see that Lisbon keeps finding a way in your mind, even if it's when you're watching a football game and remembering the last time you saw Portugal play...
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