sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Thanksgiving in 2008!

Começo por pedir desculpa.

Em primeiro lugar, desculpem-me por quase todos os meus títulos serem em inglês. Mas de facto, a língua de Shakespeare tem essa vantagem de permitir-nos expressar tudo o que queremos e de forma simples. Por exemplo, utilizando uma única palavra.
Em segundo lugar, porque o texto que hoje publico é uma réplica dos meus votos de Boas Festas aos meus verdadeiros amigos.
Mas creio que eles merecem este agradecimento público. Como uma vez ouvi, os amigos elogiam-se em público e censuram-se em privado. Entre nós.

Portanto, em jeito de kitschig e cliché , e com as devidas adaptações, cá vai:

Eu bem tentei, juro, mas "desconsegui" completamente…

Não sei se é dos vários get toghether que tenho tido durante o mês de Dezembro, e que decorrem sempre em ambiente de paz, harmonia, boa vontade e espírito de verdadeira amizade. Ou do facto de ver as pessoas a fazer um esforço maior para que reine efectivamente um espírito mais natalício e de entreajuda…

Não sei, de facto, a que se pode dever este meu estado mais sentimentalão, mas que cá está, está.

Assim, aproveito o mesmo (que, como muitos de vós sabem, não ocorre mais do que uma ou duas vezes por década) para vos desejar um Feliz Natal em tom mais lamechas e emotivo. O que, estranhamente, só consigo fazer com um teclado ou uma caneta e papel à frente…

É certo que o agradecimento é massificado, pois são muitos os seus destinatários. Mas é ao mesmo tempo pessoal, pois cada um dos seus destinatários contribuiu de forma significativa para que o meu ano de 2008 fosse um ano memorável!

Memorável ao nível pessoal, porque, motivada por muitos de vocês (em particular, das meninas G&B), quebrei a tendência e dediquei grande parte do meu ano a socializar, e também a fazer, aprofundar e retomar amizades que considero valiosas. Memorável a este nível também por ter partilhado dos vossos momentos de verdadeira e suprema felicidade.

Memorável ao nível profissional, por me ter sido dada a oportunidade de mudar para algo que preenche as minhas medidas e onde tenho o prazer de trabalhar com uma equipa espectacular, ainda que tal tenha implicado deixar alguns membros maravilhosos da minha equipa anterior, mas que hoje incluo, sem margem para dúvidas, no grupo das verdadeiras amigas.

Memorável ao nível académico, por também me ter sido dada a oportunidade de aprender e também de retribuir um pouco à sociedade, partilhando os meus parcos conhecimentos.

Posso, pois, dizer que, se o meu ano de 2008 foi excepcional, tal deve-se, para além da minha família, também a todos os meus amigos.

É por isso que quero desejar-vos, do fundo, bem fundo, do coração, um Excelente Natal e que 2009 seja para todos (como espero que seja para mim) um ano de felicidade, saúde, alegria, sucessos pessoais e outros mais…

E também agradecer-vos por me deixarem partilhar convosco o bom, o mau e o assim-assim.

P.S. - um agradecimento também ao Blogger. É um prazer teclar pelo simples gosto de teclar e, em simultâneo, satisfazer este meu lado mais megalómano e exibicionista (ainda que semi-anonimamente) num palco tão vasto como a World Wide Web!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

In the mood...

Hoje apetece-me...
Aqui ficam as lyrics de uma "oldie", que tenho estado a reviver nos últimos dias...

Video (India Arie)

Sometimes I shave my legs and sometimes I don't
Sometimes I comb my hair and sometimes I won't
Depend on how the wind blows I might even paint my toes
It really just depends on whatever feels good in my soul

I'm not the average girl from your video
and I ain't built like a supermodel
But, I learned to love myself unconditionally
Because I am a queen
I'm not the average girl from your video
My worth is not determined by the price of my clothes
No matter what I'm wearing I will always be the india arie

When I look in the mirror and the only one there is me
Every freckle on my face is where it's supposed to be
And I know our creator didn't make no mistakes on me
My feet, my thighs, my lips, my eyes; I'm lovin' what I see

I'm not the average girl from your video
and I ain't built like a supermodel
But, I learned to love myself unconditionally
Because I am a queen
I'm not the average girl from your video
My worth is not determined by the price of my clothes
No matter what I'm wearing I will always be the
india arie

Am I less of a lady if I don't wear pantyhose?
My mama said a lady ain't what she wears but, what she knows
But, I've drawn a conclusion, it's all an illusion, confusion's the name of the
game
A misconception, a vast deception
Something's gotta change
but,Don't be offended this is all my opinion
ain't nothing that I'm sayin law
This is a true confession of a life learned lesson I was sent here to share with
y'all
So get in where you fit in go on and shine
Clear your mind, now's the time
Put your salt on the shelf
Go on and love yourself
'Cuz everything's gonna be all right

I'm not the average girl from your video
and I ain't built like a supermodel
But, I Learned to love myself unconditionally
Because I am a queen
I'm not the average girl from your video
My worth is not determined by the price of my clothes
No matter what I'm wearing I will always be the india arie

Keep your fancy drinks and your expensive minks
I don't need that to have a good time
Keep your expensive car and your caviar
All I need is my guitar
Keep your Kristal and your pistol
I'd rather have a pretty piece of crystal
Don't need your silicone I prefer my own
What God gave me is just fine

I'm not the average girl from your video
and I ain't built like a supermodel
But, I learned to love myself unconditionally
Because I am a queen
I'm not the average girl from your video
My worth is not determined by the price of my clothes
No matter what I'm wearing I will always be india arie

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Yes, they can! Yes, they did it!

Dado o meu estado de euforia, não me contive em publicar apenas um post no dia de hoje.
É um dia especial para muitos que se encontram do outro lado do Atlântico e do qual muitos, do lado de cá, também se querem apropriar: Barack Obama, um político norte-americano, do partido Democrata, foi eleito presidente do país que é hoje aquele que, sob muitos aspectos (bons - o american way of life - e maus - a actual crise económica, o clima de insegurança, o ressurgimento de blocos de ideais políticos e de fanatismos religiosos) influencia a vida de milhões de seres humanos deste planeta.

A especialidade do 5 de Novembro de 2008 resulta de um aspecto: a cor da pele deste novo presidente da primeira (ou segunda, se quisermos considerar a China) potência mundial. Cor de caramelo, resultante da fusão de 2 raças: a negra e a branca.

Infelizmente, e porque as nossas concepções rácicas ainda não se adaptaram à realidade da miscigenação (ou globalização, como Aguiar decerto preferirá) que hoje em dia encontramos presente nas várias civilizações mundiais, diz-se que é o primeiro presidente negro ou preto dos EUA.

Durante a noite de ontem e o dia de hoje muito se disse em defesa da valorização do homem Barack para não se sobrevalorizar a questão da cor. Concordo com esta posição. Mas não posso, sob pena de desvalorizar muitos indivíduos, bem como as minhas origens, fingir que não tem importância. Porque tem. E ignorar este aspecto equivale a ignorar que nas nossas sociedades existem problemas associados à raça das pessoas, bem como todas as provações que muitas delas, em consequência desse aspecto, têm que suportar. Equivale também a ignorar o que muitos dos nossos antepassados (comuns ou não) tiveram que suportar para que, por exemplo, hoje eu seja dotada dos meios necessários para vos escrever estes pensamentos.

Se hoje, eu enquanto portuguesa celebro a identidade da Nação, fundada na luta e feitos históricos de antepassados que são, em parte meus, e orgulho-me do facto de não ser espanhola, creio que enquanto cidadã de um mundo cada vez mais global, também devo poder orgulhar-me do facto de, a partir de hoje, o mundo ter mudado e de um negro, ainda que não tenha ligações com a população negra dos EUA que durante séculos foi considerada como uma "classe" pária e sem direito a sentir-se parte daquele país, ter finalmente consolidado a sensação de pertença dos "afro-americanos" a um país que é, de facto, também seu.

Que este exemplo de mudança inspire outros, porque, mal ou bem, muitas vezes sentimo-nos ou fazem-nos sentir, limitados no nosso espaço de actuação. Como se só devessemos pertencer a um único sítio e dar graças por nos terem permitido o acesso a outros (ainda que de modo restrito).

A eleição de Obama tem ainda um outro efeito: a partir de hoje devemos julgar mais arduamente aqueles que se escudam por trás de uma cor/pigmentação de pele para justificar os seus falhanços enquanto indivíduos e seres humanos (mal ou bem) integrados numa sociedade.

Por fim, aproveito, para enquanto mulher com 2/3 de sangue "negro" e um terço de sangue "branco", reproduzir aqui parte do discurso de vitória de Barack Obama:

"This election had many firsts and many stories that will be told for generations. But one thats on my mind tonight is about a woman who cast her ballot in Atlanta. Shes a lot like the millions of others who stood in line to make their voice heard in this election except for one thing - Ann Nixon Cooper is 106 years old.

She was born just a generation past slavery; a time when there were no cars on the road or planes in the sky; when someone like her couldnt vote for two reasons - because she was a woman and because of the color of her skin.

And tonight, I think about all that shes seen throughout her century in America - the heartache and the hope; the struggle and the progress; the times we were told that we cant, and the people who pressed on with that American creed: Yes we can.

At a time when womens voices were silenced and their hopes dismissed, she lived to see them stand up and speak out and reach for the ballot. Yes we can.

When there was despair in the dust bowl and depression across the land, she saw a nation conquer fear itself with a New Deal, new jobs and a new sense of common purpose. Yes we can.

When the bombs fell on our harbor and tyranny threatened the world, she was there to witness a generation rise to greatness and a democracy was saved. Yes we can.

She was there for the buses in Montgomery, the hoses in Birmingham, a bridge in Selma, and a preacher from Atlanta who told a people that We Shall Overcome. Yes we can.

A man touched down on the moon, a wall came down in Berlin, a world was connected by our own science and imagination. And this year, in this election, she touched her finger to a screen, and cast her vote, because after 106 years in America, through the best of times and the darkest of hours, she knows how America can change. Yes we can.
"

Barack Obama, Presidente dos EUA: mudança na qual acreditámos e queremos ver em acção.

Contos de coisas passadas (e outras sempre actuais)

Pois é…

Estou na mesma situação da Minie…muito trabalho, algumas actividades de diversão e (aqui divergimos), a jeito de confissão, com pouca inspiração para escrever…

O downside da pouca inspiração é que tendo tanto para contar, que acabo por ficar com as estórias só na minha cabeça, em vez de as partilhar com aqueles que aproveitam para saber de mim e de vez em quando visitam este humilde repositório do que é a minha vivência diária.

Assim, cá vai uma tentativa de fazer o update do que se tem passado nos últimos meses. Naturalmente que, pondo tudo num post, os relatos ficariam super breves, o que como os que me conhecem bem sabem, é algo que dificilmente consigo cumprir quando escrevo. Portanto, vamos dividir isto por capítulos que serão “carregados” ao longo desta semana (pelo menos assim o espero).

Bom, hoje até é possível escrever sobre dois ou três capítulos de uma só vez, porque pelo menos 2 são super resumidos. Cá vai disto:

SEXO

Pondo a coisa em termos muito simples e adoptando o calão como estilo: still ain’t getting none! Bom, ao menos esta parte já sabem, por isso nas próximas conversas/brunches com amigas certamente não será um tema a abordar...

DINHEIRO

Adoptando novamente o estilo calão e mais e straight to the point: still ain’t getting enough! Ou seja, não é mau, mas podia melhor, como é óbvio! E nem vale a pena começar com os moralismos do tipo: ah, devia pensar nas várias famílias americanas que foram forçadas a abandonar as respectivas casas (claramente acima das suas posses) e desterradas para complexos habitacionais constituídos por tendas. Nada disso. Este é um campo em que não gosto de relativizar!!! Faço-o em relação à felicidade, à saúde, ao amor. Mas como boa “material girl” que sou, nunca em relação às verdinhas.

DROGAS

Tolerância zero. O mesmo é dizer: não há. Infelizmente, e devido a brincadeiras de Lady Cat e outras pessoas mais estronças, não posso dizer que a tolerância se aplique a todo o meu passado...

FÉRIAS

Antes de mais, ESPECTACULARES!!!

Como já é praticamente do conhecimento público, aqui a “je” deslocou-se a Nova Iorque no início de Setembro, cidade na qual permaneceu por sete dias e seis noites. (Adoro dar uma de Jardel e falar da Nádia na 3.ª pessoa do singular…dá-lhe outra dignidade, não acham?).

Bom, voltando ao relato sobre a Big Apple e, como não me canso de espalhar aos sete ventos, simplesmente AMEI!

Nova Iorque é, decididamente e até conhecer o seu lado menos bom, a cidade que se adequa à minha maneira de ser: consigo sentir-me enquadrada sem abdicar da minha individualidade. É um sítio onde a noção sobre as origens é grande, mas em que essa noção em nada atrapalha o dia-a-dia. É uma cidade grandiosa, mas na qual podemos encontrar simplicidade nas coisas que integram a vivência diária. É uma cidade com um rebuliço sempre intenso, mas na qual é possível descobrirmos um canto ou um momento em que nos podemos alhear e fecharmo-nos sobre nós próprios. É, acima de tudo, uma cidade com pulso, em que sentimos que se estivermos acordados as 24 horas do dia, encontraremos sempre algo para vivenciar e sentirmo-nos verdadeiramente vivos, com o sangue a circular em todas as veias do nosso ser!

Em suma: é uma cidade que é capaz de me fornecer os combustíveis necessários para uma vida em pleno. Só peca por um defeito: não ter lá todas as pessoas das quais gosto e que escolhi, ou que me escolheram, para tornar a minha vida ainda mais rica. De facto, não fosse esse defeito, e já estaria a pensar rumar ao outro lado do Atlântico e fazer uma das coisas que mais gosto: começar de novo e nesse processo reinventar-me, aproveitando o passado…

Entrando numa onda mais “terra-a-terra” e com menos divagações, aproveitei para explorar o máximo possível da Big Apple: percorri a pé ruas e bairros míticos (Canal Street, Wall Street – que, afinal, é mínima -, Times Square, 5.ª Avenida, Central Park, Soho, Greenwinch Village, Museum Mile).

Uma das coisas que retive mal começámos a calcorrear as ruas de Nova Iorque foram os cheiros: Nova Iorque é uma cidade de mil e um cheiros: de dia, cheiros de pessoas e comida (bastante comida), de noite, o tal swif of New York’s finest smell – afinal estamos numa cidade que produz, em média, cerca de 7 toneladas de lixo!!!

Outra coisa que me marcou foi a diversidade: de pessoas, de hábitos.

Mas o que mais me impressionou foi mesmo a arquitectura: fiquei completamente “overwhelmed” com os arranha-céus, portentosos e majestosos, em fileira ordenada, com um ou outro a destacar-se mais que o habitual (Chrysler, Met Life, Empire), o Flatiron Building na Quinta Avenida, as várias Torres Trump. Mesmo não sendo grande apreciadora dos assuntos religiosos, é impossível não reagir às várias igrejas, catedrais, sinagogas e outros templos de adoração que encontramos em várias partes da cidade, mas especialmente concentradas no Upper Side. Sabiam que Nova Iorque é a cidade com mais igrejas por metro quadrado (or so they say)?

Amei também andar pelo Upper West Side e ver os vários edifícios que “transpiram” luxo e vidas de sonho, ver as brownstones no mítico bairro do Harlem, andar por Canal Street e olhar para as montras das lojas onde víamos expostas diversas “iguarias” da cozinha chinesa, passar por Little Italy e sentir o cheiro da festa de San Gennaro, comprar um pretzel (pelo menos até ter constatado que cada um tinha mais de 400 kcal…) e simplesmente deambular pelas ruas de Midtown, passando por Times Square e pela fantástica 5.ª Avenida, sem necessidade de estabelecer um rumo certo…andar pelo prazer de andar e de me sentir parte de um cenário único, inigualável.

Com se pode perceber destas breves linhas, Nova Iorque deixou em mim a sua marca. Que dificilmente poderá ser ultrapassada…

Por isso, é um capítulo que será certamente merecedor de mais (ainda que modestas) incursões bloguistas…

E porque estamos no aftermath das eleições no país abençoado por Deus, naturalmente não posso deixar de proferir: GRANDE OBAMA!!! Ficam estas palavras breves, pois é também um capítulo sobre o qual queremos escrever com tempo. Ele merece…

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

De volta...

Olá! Bem sei que tenho andado ausente...de facto, uma ausência BEM prolongada desta vez. Don't be mad. Já se sabe como eu sou, com as minhas evasões. Apesar de ter imensas estórias e novidades para contar: desde os últimos dias de Verão no Algarve, as várias noitadas em Lisboa nos últimos dias de Versão e, claro está, a mega viagem a Nova Iorque! Mas não é esse assunto que me traz hoje à tua beira... Quis apenas partilhar esta fotografia que capta perfeitamente o estado de espírito dos vários correctores e agentes do mundo das altas finanças e também, suponho, do Zé Povinho...



Dias complicados, não é?...E que ambiente fantástico para regressar, hein?
Não percam as cenas dos próximos capítulos que versam sobre capítulos já passados...LOL

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A (MINHA) MÚSICA DO VERÃO 2008

Este ano ando bastante virada para a dance music. Combina bem com o alcoól, parece-me :-).
Por isso aqui fica um post dedicado a uma das minhas músicas favoritas. (Diga-se que passei o fim-de-semana a correr seca e meca a procurar!).
Ouvi-a pela primeira vez no Canal MTV Base (entretanto substituído pelo MTV Dance, vá-se lá saber porquê), há quase dois anos. Voltei a ouvi-la num club de South London (rough spot!) há ano e meio, com toda a gente ao rubro enquanto dancávamos ao som da dita.
Mas como Portugal está aqui na pontinha, as coisas demoram a assumir o mesmo protagonismo que noutros pontos do Globo.
Portanto, e como só este ano a música tem andado ao rubro nas discos a que tenho ido, Ladies and Gentlemen meet Tracey K.:

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

It's been a long time...

...acho que é assim que começa aquela canção daquela menina com um nome sui generis: Colbie Callait...
Mas não, o tema de hoje não é dedicado a assuntos nostálgicos ou românticos. Nada remotamente parecido...
Partilho convosco um momento triste e, ao mesmo tempo, único nesta minha existência terrena que dura há uns anitos e que nunca imaginei pudesse acontecer.
Mundo, aqui vai: APANHEI UM PIFO...
O que no meu caso pode ser ilustrado com a seguinte imagem:


Pois é, sexta-feira (não, não foi numa sexta-feira 13) foi o DIA em que perdi o controlo e fiquei com a mente toldada pelo alcóol.
Confesso que o que agora vou descrever não é totalmente baseado na minha memória, mas em grande parte nos relatos posteriores que o G&B foi fazendo ao longo destes dias, portanto não fiquem impressionados a pensar que fui uma bêbada consciente.
Pelo contrário: rezam as comadres que a dada altura temeram pela minha pessoa e pensaram que tinha entrado em coma alcoólico profundo...Mas não.

Para terem ideia do que pode ter induzido o tal estado alcoólico, tomem nota das minhas incursões gastronómicas do dia:

Pequeno-almoço - check
Almoço - não check assim...foi uma sandocha de salmão fumado
Lanche - not checked at all...foi inexistente
Happy Hour - um dos eventos especiais do dia, no qual emborquei alguns copitos de champagne com uma mistela bastante agradável de maracujá. Ah, para além do champagne, degluti uma fatia de bolo de anos e algumas tostinhas...
Jantar - teve lugar às onze e meia, e apenas porque a Super Queridinha lá aceitou, com bastante relutância, fazer o "tour" das bombas de gasolina e parar na bomba de Alcochete para que eu comesse uma sandezita de queijo, acompanhada de um café.
Ceia - na chegada a Portimão, um magnum daqueles novos publicitado pela Eva Longoria.
2.ª ceia - três vodkas limão no Sasha...

Já estão a ver como é que a coisa correu, não é?...

Descobri em alguns sites que, aparentemente, a bebedeira é composta por 5 fases. Vou procurar reconduzir os meus comportamentos da noite a cada uma delas, se bem que não haja propriamente uma sequência ordenada de acordo com cada uma das fases...

Então:

As cinco fases da bebedeira

Fase #1 - O inteligente


Esta fase aparece quando, subitamente, você se torna um perito em todos os assuntos. Você sabe tudo, e sente um forte desejo de mostrar isto a qualquer pessoa que estiver disposta a ouvi-lo.

Nesta fase, você também tem sempre razão. E é claro que a pessoa com quem estiver a falar, está sempre errada. Você irá falar durante horas, tentando convencer alguém de que você está certo.

Isto pode tornar-se numa discussão interessante, sobretudo se ambas as partes envolvidas estiverem na fase "inteligente".

Duas pessoas a falar, ou melhor, a discutir um assunto, acerca do qual, nenhuma delas, na verdade sabe seja o que for.

Mas cada uma está convencida de que é a maior autoridade no assunto em debate, o que pode tornar a discussão de grande interesse para aqueles que tiverem a oportunidade de a ouvir.


Hum, não me recordo de ter experienciado esta fase...Bom, provavelmente só no momento em que reencontrei um coleguinha da faculdade e com quem estive a falar durante largos minutos...acho que nem em cinco anos de faculdade tinha falado tanto com ele...


Fase #2 - Giro/Bonito
Isto é quando você está convencido de que é a pessoa mais bonita da sala, e que todas as outras pessoas o estão admirando. Você começa a piscar o olho a pessoas totalmente desconhecidas para si, e a convidá-las para dançar, porque, naturalmente, elas têm estado a admirá-lo a noite toda.

Você é o centro da atenção, e todos os olhares se dirigem a si, porque você é a coisa mais linda à face da Terra. Mas agora é bom que se recorde de que ainda é "o inteligente", para que possa conversar com esta pessoa que o tem estado a admirar, sob todos os pontos de vista.


Ah, esta sim! E muitas vezes. Comprovada por fotos que devem andar no hi5 dos meninos que pediram à Minie e à minha pessoa para posarmos em fotos com eles (diga-se, de passagem, autênticos bébés - mas giros como tudo), para depois porem no hi5...Tristeza N.!

Fase #3 - Rico

Esta fase acontece quando você, subitamente, se torna a pessoa mais rica do mundo. Você pode dar-se ao luxo de pagar as bebidas de toda a gente no bar, porque certamente, terá algum camião blindado, cheio de dinheiro, estacionado atrás do bar.

Nesta fase, você pode ainda, fazer apostas.

E com a vantagem de não ter de se preocupar com a quantidade de dinheiro que está a apostar, porque, afinal, você tem todo o dinheiro do mundo.

Você irá também começar a pedir bebidas para toda a gente no bar, que tem estado a admirá-lo, devido ao facto de que você é agora a pessoa mais inteligente, bonita, e rica, à face da Terra.


Nop...esta também não...aliás, nem as minhas consegui pagar, quanto mais!

Fase #4 - À prova de bala

Agora voce já pode provocar brigas com aquelas pessoas com as quais tem estado a apostar dinheiro, porque, nesta fase, não há nada no mundo que possa feri-lo.

Neste momento, você pode até dirigir-se ao namorado daquela mulher que tem estado a admirá-lo a noite toda, devido ao ser incrível e formidável que você é, e desafiá-lo para uma batalha de inteligência. A dinheiro.

Claro que você não tem a preocupação de que possa perder a batalha de inteligência, porque você sabe tudo, tem todo o dinheiro do mundo, e é claro que está em condições de ganhar qualquer briga que pudesse surgir, caso ele perdesse.


Esta sim. Mas foi para salvar o casamento de uma amiga, cujo marido estava a ser objecto de assédio mesmo nas barbas dela. Mas pronto, nem cheguei a levantar os punhos dado ter sido desarmada com um: Pareces mais de Badajoz...imbatível e imperdível!

Fase #5 - Invisível
Chegamos à fase final da bebedeira.

Neste ponto, você pode fazer absolutamente tudo aquilo que quiser, porque ninguém o vê.

Pode subir a uma mesa e dançar em cima dela; pode despir-se e ficar em roupa interior; para que possa impressionar as pessoas que têm estado a admirá-lo a noite toda, porque as outras pessoa que possam estar na sala não o conseguem ver.

Também está invisível para aquelas pessoas com quem provocou brigas nas fases anteriores da bebedeira.

Pode ir pelas ruas, cantando a toda a força dos pulmões (porque, claro, você ainda é "inteligente" e sabe a melodia na perfeição) e ninguém lhe dirá seja o que for, porque ninguém pode vê-lo, mesmo. Todas as sua inibições sociais desapareceram. Você pode fazer qualquer coisa que quiser, e ninguém saberá.


Esta também...dividida em duas subfases:

A primeira, quando fiquei com sono, enquanto o G&B tratava de procurar e encontrar a Minie e ao mesmo tempo resolver o problema da perda do cartão MB da Bruaca. Como estava com sono, nada mais natural que procurar um spot, que foi ao pé de umas escadas e decidi enfiar a cabeça entre duas tábuas de madeira para poder ganhar equilíbrio enquanto dormia em pé no meio da disco. Muito bonito e super dignificante, claro está.

A segunda subfase, após a primeira sessão de orações ao Santo Gregório, foi depois de cruzarmos a entrada do Sasha - o que apenas consegui fazer, literalmente, com o enorme apoio da minha Cat - eu começar, não aos berros, mas a falar em tom bastante elevado e com óptima projecção de voz (aos berros, para os mais leigos em actuações teatrais, portanto) em quase todas as línguas que conheço. Tendo recorrido, por diversas vezes, à palavra F***-** para ilustrar o meu estado de espírito...E a pedir imensas desculpas ao Barak pela minha embriaguez e a chamar pela mãezinha...Ah, para além de um intenso monólogo em alemão que, segundo as minhas amigas, teria um conteúdo altamente vernaculoso.
E aqui acabam as minhas memórias...o resto só contado. Incluíndo as minhas duas incursões adicionais ao gregório e o ter acabado num estado de torpor profundo, do qual só sai no dia seguinte.

Resumindo: Foi mau! Muito mau! E acabou-se a imagem da menina bem comportada que tantos anos me levou a construir...
A vantagem: no dia seguinte, foi ter acordado super bem disposta com apenas 4 horitas de sono mas ainda em estado de visível embriaguez...perguntem às pessoas do supermercado...

domingo, 20 de julho de 2008

À Descoberta!

Domingo...4 horitas para dormir.
Levantei-me cedo, que isto de ser o chefe de família numa família de um tem que se lhe diga.
Portanto, como centenas de portugueses, dirigi-me ao Jumbo, que o frigorífico até dava pena de tão vazio...
Naturalmente que quando se compram coisas para a casa, também se deve comprar para o habitante, portanto toca a adquirir uns pijaminhas (tenho a desculpa de os actuais já não servirem, por mais nós que dê aos atilhos).
Depois do almoço, que consistiu num belo franguinho no churrasco que me dei ao luxo de acompanhar com coca-cola (Zero, of course), trabalha-se um bocado. Mas como a vontade era tanta, comecei a navegar na Net.
E vejam lá para o que me havia de dar: fazer "quizzes" e testes de personalidade...
Então, é assim, se eu fosse uma ponte, seria esta:



Já o sítio ideal para o "voulez vous cocher avec moi" seria:



Se eu fosse uma frase de engate, seria:



E, po último, quanto às probabilidades de ficar milionária, regozigem-se meus amigos:



Fui!

P.S. - feel free to comment! (entre nós obviamente!)

P.S. 2 - Juanita, sexta-feira a Party Lion lá estará :-)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

E também com esta!

É uma música sobre luta, mas cheia de motivação para o que seja!
Hoje é definitivamente dia de Lauryn Hill na cabeça!

Morrendo lentamente (mas no bom sentido...)

Hoje também...
Mas acordei com esta na cabeça, portanto, é fácil depreender porquê...Esperem. Para alguns pode não ser fácil. Cá vai a explicação (é melhor, há muita cabecinha distorcida por aí): cafezinho até às tantas :-). De facto, sempre a melhorar.
E agora a música (os mais saudosistas podem inclusive aproveitar para cantá-la, incluíndo com aqueles ruídos a imitar o Wycleaf Jean):

Killing Me Softly (Versão Fugees)

Strumming dub plates with our fingers,
Eliminate sounds with our song,
Killing a sound boy with this sound,
Killing a sound boy with this sound,
Taking sound boys’ lives with this dub,
Killing him softly with this sound.
Strumming my pain with his fingers,
Singing my life with his words,
Killing me softly with his song,
Killing me softly with his song,
Telling my whole life with his words,
Killing me softly with his song.
[lauryn]
I heard he sang a good song,
I heard he had a style,
And so I came to see him and listen for a while.
And there he was this young boy, stranger to my eyes,
Strumming my pain with his fingers,
Singing my life with his words,
Killing me softly with his song,
Killing me softly with his song,
Telling my whole life with his words,
Killing me softly with his song.
I felt all flushed with fever,
Embarrassed by the crowd,
I felt he found my letters and read each one out loud.
I prayed that he would finish,
But he just kept right on strumming my pain with his fingers,
Singing my life with his words,
Killing me softly with his song,
Killing me softly with his song,
Telling my whole life with his words,
Killing me softly with his song
[clef]
Yo l-boogie, take it to the bridge
[lauryn](bust it)
Strumming my pain with his fingers,
Singing my life with his words,
Killing me softly with his song,
Killing me softly with his song,
Telling my whole life with his words,
Killing me softly with his song.
Strumming my pain with his finger, yeah he was . . .[shoutouts and fade]

P.S. - temos que ter esta no G&B goes karaoke!

domingo, 13 de julho de 2008

Águas turvas

Estou novamente a morrer...desta vez de tédio. É domingo e estou a trabalhar. Bummer. Na próxima encarnação vou-me restringir ao português, that's for sure.
No entanto, e apesar de adivinhar uma noitada logo no início da semana, não consegui controlar o impulso, e cá estou eu novamente. Culpem os SMS. Foi precisamente um que despoletou a minha vontade de escrever.
Grande parte dos dicionários da língua portuguesa definem "turvo" como um adjectivo masculino que caracteriza algo que perdeu a limpidez ou que está toldado.
Parece-me que, mais uma vez, me encontro numa situação destas. Uma vez que o outro participante na situação se encontra a milhas de distância, apenas posso supor. Para tal, tenho recorrido às mensagens transmitidas por e-mails, sms, telefonemas e conversas no messenger para descortinar se a minha suspeita tem fundamento. E, lamento dizê-lo, mas parece-me que sim.
É difícil de acreditar, mas eu sou algo ingénua. Por isso, quando alguém demonstra sentimentos de amizade em relação a mim, 99% das vezes acredito que a intenção é estabelecer um laço de amizade forte, sem estarem outras coisas em jogo. Consequentemente, quando eu demonstro amizade em relação a alguém, à partida, acredito que vão ter a mesma linha de raciocínio que eu...
Já tenho alguma idade para deixar de ser ingénua, mas acreditem, por mim o mundo seria mesmo cor-de-rosa.
É por isso que estou algo incomodada com esta situação turva. E lamento se vier a confirmar que é mesmo uma situação pouco límpida.
Lamento, porque para mim é mais uma pessoa amiga, por quem tenho grande estima. Nada mais. Do lado de lá, suspeito que a coisa é mais complicada. Muito complicada.
Tenho um grande defeito. Apesar de muitas pessoas me classificarem como uma pessoa assertiva, o que é certo é que quando estão sentimentos em jogo, sou tudo menos isso. Em 98% das vezes (exceptuando os 2% dos casos em que ou estou cansada, ou esgotada ou super irritada), custa-me dizer não (ou algo do género) a alguém de quem gosto, mesmo estando consciente que com essa atitude estou a meter-me em sarilhos e a prejudicar as pessoas.
Por isso, para não dizer não, fujo ou prego umas petas que considero serem inocentes, mas que acredito poderem surtir o efeito de transmitir a mensagem: Not interested.
Neste caso, ainda não consegui os efeitos que pretendo. Em parte, "derivado" à distância. Em parte, "derivado" ao facto de muitas vezes o ler nas entrelinhas não ser fácil.
Portanto, como diz a minha mãezinha, acho que vou ter que arranjar coragem para enfrentar o touro pelos cornos e dizer com todas as palavras: Não sou eu!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Balanço

Estou a morrer...não de ressaca alcoólica, mas de cansaço. De bom cansaço, if there is ever such thing!
Hoje é sexta! Graças à entidade superior em que não acredito piamente, apesar de crer que de facto há algo que se sobrepõe a nós neste Universo...
A semana foi agitada, e ontem superou os restantes dias.
Foi um bom dia. Com algumas surpresas pelo meio. A primeira, perceber que afinal a tal cerimónia de entrega de diplomas era com "fato escuro"...A je estava de vestido preto (menos mal) e bolero amarelo (piorou...) e cabelo estilo carapinha ao natural (já sei, jeeeeesssssussssss N!).
O que se conseguiu remediar às 17h40 (menos de uma hora antes do evento): o cabelo.
O que se conseguiu remediar às 19h45 (30 segundos antes de subir ao palco para a foto de turma): o casaco (desapareceu).
Resultado: fato escuro completo - pele, vestido e sapatos :-)
Pensava que seria uma seca, mas pelo contrário: deu para o conbíbio, para umas dicas porreiras para Nova Iorque (em mega contagem decrescente!) e para uma mini-embriaguez ao jantar (passou logo mal bebi o café de saco).
A noite ainda era uma bébé (criança sou eu)...Portanto, toca a escapulir do jantar a seguir a deglutir a sobremesa e depois de lançar a sempre recorrente promessa de "we'll keep in touch" (ainda que cumprir a mesma possa ser "não recorrente").
Primeira paragem: viatura. Trocar de sapatos, para por algo mais raso e confortável, e de mala para não fazer figura de tótó com mega mala de verniz...
Segunda paragem: viatura da Minie, que me foi raptar ao não tão luxuoso assim Marriot de Lisboa.
Terceira paragem: Super Bock, Super Rock.
Chegámos no fim do concerto dos Duran Duran...coitados, lá conseguiram juntar umas centenas de pessoas à volta do palco. Excluíndo nós, que nem nos detivémos por aquelas paragens mais de 1 minuto.
Paragem seguinte: stand da Super Bock - Minie estava com sede e venha de lá a green.
Seguinte: café! Impunha-se para aguentar a noite.
Zanzámos um bocado (com experiência de WC portátil pelo meio - no comments!) e lá nos detivémos perante o palco onde, minutos depois, começava o concerto de Beck. Lembram-se?
Não foi mau. Uma sonoridade engraçada de rock misturado com techno. Mas não compraria CD's (o que de facto, tem sido a regra até agora).
Fim de Beck e começamos a ser empurradas para o meio da multidão...muito imberbe e com muito acne, pois claro! Era Mika a seguir.
Palavras até há. Muitas. Mas consegue-se resumir perfeitamente com: MUITO BOM. E quem me conhece sabe que para eu dizer muito bom é porque provavelmente foi fenomenal.
Valeu a pena dormir 3 horas e meia!
Atenção, o valeu a pena é o recordar da avaliação feita hoje de manhã, após engolir o pequeno-almoço, vitaminas e Gurosan...Onde é que ela já vai...Estou mesmo a morrer!!!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

So sorry...

...por ter estado tão ausente!
Vou tentar não repetir.
O problema é que estes dias aproveitei para descansar o corpo dos últimos meses mais agitados. A malta tenta fazer-se de forte e foliona, mas a máquina dá sempre de si em algum momento.
E por falar em máquina, a minha está naquela altura de mudança do óleo, sabes...(é uma metáfora muito à frente, por isso parabenizo desde já quem conseguir alcançar o seu sentido sem ler os próximos parágrafos).
É por estas e por outras que compreendo perfeitamente os consumidores que dizem ser vítimas de publicidade enganosa!
Se eu soubesse o que sei hoje quando passava aquele anúncio em que uma menina muito engraçadinha dizia com o ar mais feliz do mundo "Gosto de ser mulher" naquela altura do mês, juro que me tinha transformado em "stalker" e teria feito uma espera a quem encomendou, a quem concebeu, produziu, realizou, editou, encenou, interpretou o raio do anúncio!
Só pode ter sido ou alguém do sexo masculino, ou alguém do sexo feminino com tendências sado-maso ou alguém do sexo feminino que é completamente anormal e não padece das mezinhas que atacam as restantes 99,9999999% do mesmo sexo.
Como diriam os brasileiros: "mal necessário o escambal".
N. dixit

terça-feira, 1 de julho de 2008

Practice makes perfect!

Uma verdade incontornável!...
Isto de estar fora do dating game há bastante tempo tem que se lhe diga.
Se ainda no outro dia escrevi sobre o flirt (e espero que em tom que permitisse inferir que a autora teria alguma sapiciência no tema), não é menos verdade que não tenha algum receio do mesmo quando não há maquilhagem, luzes psicadélicas e alguma influência de substâncias alcoólicas (obviamente até ao limite legalmente permitido, que aqui a malta desgosta de incumprir os mandamentos legais).
Em particular quando já não estamos habituados a que estes momentos ocorram com frequência.
Alguns dicionários da nobre língua de Camões definem tensão como "estado de rigidez ou retesamento em certas partes do organismo" ou como "grande concentração física ou mental".
No meu dia-a-dia, costume experimentar a tensão mais no segundo sentido (graxa oblige não vá a chefe ler este post :-)).
Mas ontem à noite, posso afirmar que estava a experienciar a tensão no primeiro sentido.
E porquê? Porque, ao fim de três anos, lá voltei aos momentos de cafezinho com membros do sexo oposto.
Pensava eu que não iria custar nada. Era chegar e dar início ao role playing de que eu tanto gosto. Ora, pois bem, nada mais longe da realidade. Em particular, porque o meu interlocutor tomou o comando da situação e dirigiu as operações...o que para mim é sempre estranho, dado ter a mania que as operações sou eu quem as controlo... Agravado pelo facto de ele estar a tentar conhecer-me um pouco mais para além da capa superficial que normalmente visto quando enfrento terceiros...para mais quando o conhecimento visava questões associadas à minha vida familiar, o que para mim só costuma constituir motivo de conversa ao fim de, pelo menos, um ano de intensa convivência.
Mas pronto, sobrevivemos ao embate. E o melhor de tudo é que no fim até serviu para uma noite bem dormida, sem as minhas habituações interrupções para momentos de insónia.
O próximo evento desta natureza (com o mesmo ou com outro interlocutor) certamente correrá melhor! Como em tudo, é a praticar que se aprende (pelo menos, para a generalidade da população...).
E agora está no ir! It's time for Veronica Mars!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O flirt

O dia (até à data) mais quente do ano!
Para me por em linha com o clima de calor, resolvi por-me "quente". Que é como quem diz: vestir uma roupette mais sensual, esticar os caracóis, em regra encarapinhados, e vestir a pele de mulher (ou jovem adulta) mais ou menos "fatale".
Como cantavam os Fúria do Açucar em mil novecentos e troca o passo, "Eu gosto é do Verão".
Já tem sido escrito, dissertado, cantado, etc., com ampla abundância que o calor produz sobre a maioria dos seres humanos um efeito de libertação, desinibição, e mesmo maior receptividade no convívio com outros seres humanos. O que no meu caso até é verdade.
Nos últimos dias - também causado pelo aumento brutal de consumo de alcoól - tenho andado como que mais solta...
Mas o meu "mais solta" confina-se (por enquanto) ao palavreado e à escrita.
No outro dia ao telefone, dei por mim a por o meu interlocutor a comentar o meu perfume em voz que me pareceu algo lânguida. Culpa minha, obviamente, que conduzi a conversa para esse tema. De forma aparentemente inocente, pois claro.
Não contente com isso, no outro dia à noite, pus-me a falar com um perfeito estranho no messenger. Até aqui nada de estranho, pois tenho andado numa onda de fazer novos conhecimentos, pessoalmente ou no mundo cibernético.
A conversa iniciou-se com aquele tema sempre útil: o tempo. Trocámos umas larachas sobre o mesmo e, já nem me lembro bem como, acabámos a trocar confidências sobre as nossas experiências na área do flirt.
Devo confessar-vos que adoro o flirt. E desconfio que qualquer pessoa adepta do racionalismo e do controlo ou sangue frio provavelmente também partilhará da minha adoração.
O flirt é, para mim, aquele exercício em que podemos mostrar o que de mais ousado há em nós, sem nos comprometer-mos com mais nada. Ou seja, em que podemos esticar a corda até ao limite, sendo minimamente inconsequentes. O que me pode acontecer por flirtar com alguém? Eu diria nada, desde que a coisa seja bem feita. Isto é, ser ousada sim, mas sem me atravessar com aspectos explícitos, sob pena de a coisa poder tomar o rumo que até nem é o pretendido.
Diria que o flirt implica também alguma paciência e alguma dose de teatralidade. Pelo menos no meu caso, que no dia-a-dia assumo uma certa quota-parte de calculismo, frieza, podendo muitas vezes aparentar ser fleumática. Paciência porque não deve ser fácil manter as coisas num nível superficial. Teatralidade, porque para mim isso implica fingir que sou uma pessoa despreocupada (o que não é de todo o meu caso) e que estou sempre pronta para toda e qualquer diversão (quem me conhece já deve estar: pois, não és mesmo tu...).
Mas é como digo: adoro o flirt. Creio que o flirt é das poucas situações em que não me importo de criar (ou que criem em mim) expectativas que provavelmente nunca terei oportunidade de comprovar ou de deixar que comprovem.
Os angolanos chamam a isto "ter garganta". E confesso-vos que muitas das pessoas por quem já estive "caidinha" eram mestres exímios na arte de "gargantar". Podiam até não ser esteticamente espectaculares, mas a bendita da garganta sempre exerceu, de facto, um poder influente sobre mim.
(P.S. - agradeço que quem tiver a paciência de ler estas linhas se abstenha de qualquer comentário ao passar por este trecho. A gerência agradece)
Mas atenção, exigo sempre o mínimo de nível de inteligência e humor corrosivo, e de conhecimento da língua portuguesa, em particular na conjugação de verbos. Comigo, não há flirt que resista a um interlocutor que me atira com um "conheço-lhe", "vi-lhe", "ha-des" ou "ha-dem"!
Por isso, já sabem: se tiverem amigos com a tal da garganta (e que cumpram os requisitos mínimos, está claro!), apresentem...

terça-feira, 24 de junho de 2008

Quando eles sabem o que querem...

Ora bem...

Ontem referi - ainda que en passant - um abalroamento jusnaturalista (nas palavras da bloguista minie).
Pois bem, para ficar para a posterioridade e poder lembrar-me da estória para a contar aos meus netos (consaguíneos ou emprestados) aqui vão os pormenores:
Cena 1: Sábado à noite, 23h50...Minie e P.H. passam pela barraquita para ir buscar a "je" para uma noite no recém aberto Tamariz. A "je" estava numa onda de vestuário casual: jeans (colados na medida do possível) e top branco inocente revelando um pouco destes ombros de chocolate devidamente dourados pelo sol apanhado no dia.
Minie e P.H. desaprovam o dress code adoptado e aconselham (diria praticamente forçam...) a mudança para algo mais sexy e revelador. A escolha: um vestido preto algo colante, com mega decote com faixas fuchsia para evidenciar dois dos meus melhores assets (coitaditos, têm estado numa onda decrescente, mas ainda assim - em particular se devidamente acondicionados - causam algum impacto...).
Cena 2: depois de reconfortada com uma "jola" e uma tosta mista (pois que com tanta actividade, havia-me esquecido de jantar) e de fazermos uma preview no Sushimoto acompanhadas de sakerinha de morango e caipisake, lá nos deslocámos para o Bar do Tamariz.
Cena 3: trintão, bem parecido, louraço de olhos claros, com ligeiro ar de playboy aborda-me. Gosta do que vê e logo no primeiro momento da apresentação furta um beijo. Confesso que só me apercebi do furto segundos mais tarde quando recordei ter tido a nítida sensação de uma barba a roçar-me os lábios...
Cena 4: 2 minutos mais tarde playboy pede-me para apreciar a suavidade da minha pele e comenta o facto de ser naturalista. Não obstante ter-me feito despercebida, vem a primeira atitude directa traduzida no seguinte encadeamento de questões: e se eu a convidasse para uma sessão privada? De naturalismo? Nós os dois num ambiente mais íntimo? Parece-lhe bem?
Eu até sou uma moça relativamente esperta...devia ter adivinhado o que se seguiria. Mas fiz-me de parva, continuei com o flirt mais uns segundos e depois voltei-me para dedicar a minha atenção a Minie e P.H.
Cena 5: playboy repara no vestido e nos assets que este evidencia (quer numa perspectiva traseira, quer numa perspectiva dianteira)...e aqui entornou-se o caldo. Ou melhor, levantou-se o circo... e diga-se com uma tenda bem erigida...
Cena 6: pano de fundo - a multidão...a música a bombar...eu e a Minie a fugirmos para o carro...
E ainda dizem que os homens não sabem o que querem.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Porque me irritam?

Primeiro: não é difícil irritarem-me. Embora não aparentando, como boa nativa do signo de peixes, a sensibilidade vive à flor da minha pele (que, by the way, foi altamente elogiada num recente abalroamento naturalista...).
Segundo: apesar da facilidade com que o gatilho da irritação dispara, o instinto de sobrevivência fala mais alto. Logo, a capacidade de disfarce consegue impor-se em fracções de segundos. Se fosse atleta, estariam sempre a acusar-me de falsas partidas...
Terceiro: se não fosse tão idealista e algo ingénua (é verdade, por detrás deste ar de carro de assalto, sou verdadeiramente ingénua. Daí a necessidade da couraça...) certamente não me irritaria tantas vezes. Valha-me a tensão baixa...
Para acabar: o que mais me irrita são mesmo as pessoas. Por vezes também seres que assumindo o aspecto de pessoas podemos conduzir à categoria de seres rastejantes ou que vivem em condutas (boa, condutas - me like!).
Em particular aqueles seres que, por julgarem estarem numa missão, são completamente autistas em relação ao que se passa à nossa volta. Ainda por cima voluntariamente autistas.
Ufa, estava mesmo a precisar...que bom...agora já posso ir para a caminha praticamente liberta de qualquer irritação...
Bons sonhos!

domingo, 22 de junho de 2008

Como será?

Como será acordar um dia e perceber que a nossa vida já não voltará a ser a mesma?
Como será sair da cama e perceber que tudo aquilo que estava ao nosso alcance umas horas antes se evaporou?
Como será sair de casa com o sentimento de angústia de quando chegarmos à rua tudo estará diferente?
Como será apercebermo-nos de que, de um momento para o outro, deixou de haver um objectivo pelo qual trabalhar?
Confesso...como control freak exemplar que sou, a inconstância assusta-me. Como não podia deixar de ser. Mas conhecer pessoas que já passaram por isso e hoje dizem "Obrigada" nem que seja para agradecer o gesto mais miserável, faz-me crer que efectivamente temos o que é preciso para conviver com, e ultrapassar, qualquer inconstância. Mesmo aquelas que inicialmente nos parecem intransponíveis.

Sommier rosa

É a cor do meu...
Não, os textos não têm necessariamente a ver com, mas podem lá ir parar.
Também podia ter escolhido o nome retrete branca, pois sendo uma pessoa que aproveita todos os minutos, a inspiração também ocorre no local...lol
Sinal de que estou a voltar à vida