Pois é…
Estou na mesma situação da Minie…muito trabalho, algumas actividades de diversão e (aqui divergimos), a jeito de confissão, com pouca inspiração para escrever…
O downside da pouca inspiração é que tendo tanto para contar, que acabo por ficar com as estórias só na minha cabeça, em vez de as partilhar com aqueles que aproveitam para saber de mim e de vez em quando visitam este humilde repositório do que é a minha vivência diária.
Assim, cá vai uma tentativa de fazer o update do que se tem passado nos últimos meses. Naturalmente que, pondo tudo num post, os relatos ficariam super breves, o que como os que me conhecem bem sabem, é algo que dificilmente consigo cumprir quando escrevo. Portanto, vamos dividir isto por capítulos que serão “carregados” ao longo desta semana (pelo menos assim o espero).
Bom, hoje até é possível escrever sobre dois ou três capítulos de uma só vez, porque pelo menos 2 são super resumidos. Cá vai disto:
SEXO
Pondo a coisa em termos muito simples e adoptando o calão como estilo: still ain’t getting none! Bom, ao menos esta parte já sabem, por isso nas próximas conversas/brunches com amigas certamente não será um tema a abordar...
DINHEIRO
Adoptando novamente o estilo calão e mais e straight to the point: still ain’t getting enough! Ou seja, não é mau, mas podia melhor, como é óbvio! E nem vale a pena começar com os moralismos do tipo: ah, devia pensar nas várias famílias americanas que foram forçadas a abandonar as respectivas casas (claramente acima das suas posses) e desterradas para complexos habitacionais constituídos por tendas. Nada disso. Este é um campo em que não gosto de relativizar!!! Faço-o em relação à felicidade, à saúde, ao amor. Mas como boa “material girl” que sou, nunca em relação às verdinhas.
DROGAS
Tolerância zero. O mesmo é dizer: não há. Infelizmente, e devido a brincadeiras de Lady Cat e outras pessoas mais estronças, não posso dizer que a tolerância se aplique a todo o meu passado...
FÉRIAS
Antes de mais, ESPECTACULARES!!!
Como já é praticamente do conhecimento público, aqui a “je” deslocou-se a Nova Iorque no início de Setembro, cidade na qual permaneceu por sete dias e seis noites. (Adoro dar uma de Jardel e falar da Nádia na 3.ª pessoa do singular…dá-lhe outra dignidade, não acham?).
Bom, voltando ao relato sobre a Big Apple e, como não me canso de espalhar aos sete ventos, simplesmente AMEI!
Nova Iorque é, decididamente e até conhecer o seu lado menos bom, a cidade que se adequa à minha maneira de ser: consigo sentir-me enquadrada sem abdicar da minha individualidade. É um sítio onde a noção sobre as origens é grande, mas em que essa noção em nada atrapalha o dia-a-dia. É uma cidade grandiosa, mas na qual podemos encontrar simplicidade nas coisas que integram a vivência diária. É uma cidade com um rebuliço sempre intenso, mas na qual é possível descobrirmos um canto ou um momento em que nos podemos alhear e fecharmo-nos sobre nós próprios. É, acima de tudo, uma cidade com pulso, em que sentimos que se estivermos acordados as 24 horas do dia, encontraremos sempre algo para vivenciar e sentirmo-nos verdadeiramente vivos, com o sangue a circular em todas as veias do nosso ser!
Em suma: é uma cidade que é capaz de me fornecer os combustíveis necessários para uma vida em pleno. Só peca por um defeito: não ter lá todas as pessoas das quais gosto e que escolhi, ou que me escolheram, para tornar a minha vida ainda mais rica. De facto, não fosse esse defeito, e já estaria a pensar rumar ao outro lado do Atlântico e fazer uma das coisas que mais gosto: começar de novo e nesse processo reinventar-me, aproveitando o passado…
Entrando numa onda mais “terra-a-terra” e com menos divagações, aproveitei para explorar o máximo possível da Big Apple: percorri a pé ruas e bairros míticos (Canal Street, Wall Street – que, afinal, é mínima -, Times Square, 5.ª Avenida, Central Park, Soho, Greenwinch Village, Museum Mile).
Uma das coisas que retive mal começámos a calcorrear as ruas de Nova Iorque foram os cheiros: Nova Iorque é uma cidade de mil e um cheiros: de dia, cheiros de pessoas e comida (bastante comida), de noite, o tal swif of New York’s finest smell – afinal estamos numa cidade que produz, em média, cerca de 7 toneladas de lixo!!!
Outra coisa que me marcou foi a diversidade: de pessoas, de hábitos.
Mas o que mais me impressionou foi mesmo a arquitectura: fiquei completamente “overwhelmed” com os arranha-céus, portentosos e majestosos, em fileira ordenada, com um ou outro a destacar-se mais que o habitual (Chrysler, Met Life, Empire), o Flatiron Building na Quinta Avenida, as várias Torres Trump. Mesmo não sendo grande apreciadora dos assuntos religiosos, é impossível não reagir às várias igrejas, catedrais, sinagogas e outros templos de adoração que encontramos em várias partes da cidade, mas especialmente concentradas no Upper Side. Sabiam que Nova Iorque é a cidade com mais igrejas por metro quadrado (or so they say)?
Amei também andar pelo Upper West Side e ver os vários edifícios que “transpiram” luxo e vidas de sonho, ver as brownstones no mítico bairro do Harlem, andar por Canal Street e olhar para as montras das lojas onde víamos expostas diversas “iguarias” da cozinha chinesa, passar por Little Italy e sentir o cheiro da festa de San Gennaro, comprar um pretzel (pelo menos até ter constatado que cada um tinha mais de 400 kcal…) e simplesmente deambular pelas ruas de Midtown, passando por Times Square e pela fantástica 5.ª Avenida, sem necessidade de estabelecer um rumo certo…andar pelo prazer de andar e de me sentir parte de um cenário único, inigualável.
Com se pode perceber destas breves linhas, Nova Iorque deixou em mim a sua marca. Que dificilmente poderá ser ultrapassada…
Por isso, é um capítulo que será certamente merecedor de mais (ainda que modestas) incursões bloguistas…
E porque estamos no aftermath das eleições no país abençoado por Deus, naturalmente não posso deixar de proferir: GRANDE OBAMA!!! Ficam estas palavras breves, pois é também um capítulo sobre o qual queremos escrever com tempo. Ele merece…
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