domingo, 26 de abril de 2009

Há sempre espaço para melhorar!

Não, meus amigos. Não escrevo estas palavras embriagada ou em estado depressivo.
É, sim, fruto de um fim-de-semana que se avizinha mais introspectivo que outra coisa.
Introspectivo em todos os sentidos: material e pessoal.
Hoje foi dia de peregrinação ao IKEA. Valeu-me o facto de ser feriado, o que me obrigou a fazer uma "check-list" previamente a abandonar o lar. Efeito: demorei pouco mais de hora e meia, entre ver, analisar, decidir e comprar. Resultado: o rombo na conta não foi muito significativo e fiquei com a sensação de tarefa atingida.
Estou, efectivamente, a atravessar uma fase em que ando mais voltada para mim e para o meu mundo interior. A casa, os meus estados de alma, o meu corpo.
Quanto à casa, finalmente estou a pensar dedicar-lhe mais atenção. Confesso que tendo começado já a adquirir o hábito de frequentar e gozar outras divisões da casa que não o quarto, o W.C. e a cozinha (bom, também são só mais duas...), causa-me alguma aflição ver o quão desnudadas e despersonalizadas estão algumas das minhas paredes e superfícies.
São o reflexo de uma fase com a qual já não me identifico: paredes brancas suscitam-me a ideia de algo sem história. Não é, decididamente, o caso. O meu último ano e meio representou o regresso à vida e está na hora de também o meu lar o expressar.
Quanto à introspecção espiritual, essa tem uma periodicidade mensal, em particular quando lh antecedem momentos marcantes - bons e maus.
Confesso que neste momento quando olho para a minha alma - se é que tenho uma - ela me aparece num tom que apenas consigo caracterizar de "bubbly", aéreo, leve.
Esta semana, tirando dois ou três dias em que tal se impôs por dever, tive sempre algumas dificuldades em pôr mão nas minhas horas de sono.
Mesmo chegando tardíssimo, o vizinho que tenha binóculos com "features" raio-x poderá ter tido a oportunidade de me ver de phones nos ouvidos, escutando música e dançando em frente ao espelho até altas horas da madrugada. O único motivo que encontro: energia para despender. A questão: os meus dias de trabalho normalmente têm 12 ou 13 horas, mais o tempo que passo em "commuting" (vá, 40/50 min), mais as horas que invisto no gym (2h/diax 2 ou 3 dias). Portanto, não sei onde a fui arranjar.
Só a posso imputar ao bom momento que tenho estado a viver. A todos os níveis. É a manifestação de uma máxima que tenho o hábito de dizer aos outros, mas na qual nem eu própria costumo depositar muitas expectativas: a vida é feita de altos e baixos.
Tenho também andado a fazer um esforço para aplicar as minhas "exceptional language skills" (pelo menos é resultado de um teste de QI, na ronda semanal de testes) na escrita de sms que causem no seu destinatário o efeito que as deste último têm causado em mim. O que é difícil. O meu interlocutor escreve em inglês e tem uma verdadeira veia poética, mesmo quando escreve sobre coisas mais - digamos assim - físicas...Eu, pelo meu lado, sou uma menina de prosa, com poucos dotes para as metáforas, salvo aquelas mais "cheesy" que se encontra em qualquer romance de cordel. Portanto, digamos que os meus tempos de resposta apenas são comparáveis ao de qualquer prestador de serviços essenciais (os antigos serviços públicos): nunca imediatos... Fosse eu regulada nesta actividade, já teria levado com não sei quantas contra-ordenações por incumprimento de níveis de serviço...

2 comentários:

MJR-Escritório Advogados disse...

Andas mas é a fazer um up grade do teu inglês...

Nadehzda disse...

LOL