Janeiro, para mim, é o mês da ressaca. E só não o apelido de mês da depressão, porque não sou dada a esse tipo de actividade idílica...
Porquê o mês da ressaca? Bom, não sei se se identificam com o fenómeno, mas estão a ver aquela sensação que é costume ter a seguir a um evento, por exemplo, uma grande festa ou um casamento espectacular num dia, e depois acordamos no dia seguinte com a maquilhagem desfeita, cabelo desanjarrado, sensação de secura na boca (derivado ao alcoól), mega dor de cabeça e o sentimento de normalidade após algo marcante?
É assim que eu costumo sentir-me depois de Dezembro.
Dezembro para mim é um mês de euforia: é um mês em que aproveito para viajar, é um mês em que convivo muito com os amigos, a pretexto de jantares de Natal, estou mais tempo com o núcleo duro da família, estouro o saldo bancário a pretexto de adquirir prendas (para a família, amigos e, claro está, para mim) e de aproveitar as promoções pré-saldos e de passar muito tempo no cabeleireiro a embonecar-me, vou a muitas festas, durmo menos e, inevitavelmente, como mais!!! Ah, e como não podia deixar de ser, durante o qual faço mil e um planos (para não dizer milhões) para o ano vindouro...
Sendo que em Dezembro de 2009, a sensação de euforia teve uma amplitude bem maior do que a habitual por todas as coisas boas que vivi, especialmente se pensar que Londres foi um tremor de terra com mil e uma réplicas boas:-)
Depois vem o dia 1 de Janeiro...a malta acorda num dia cinzento, mal dormida, com fome e sem comida em casa (no meio de tanta euforia não houve tempo para abastecer o fridge, não é), com mega dor de cabeça (no meu caso acompanhada de mega tonturas e dores de ouvido excruciantes), sede (mas ainda sem vontade de voltar à água) e na tv não passa nada de jeito...
Dia 2 de Janeiro pesas-te e percebes que tens que voltar à dieta (duríssimo, depois das elevadas doses de açucar ingeridas no mês anterior e que podem criar alguma habituação)... - corte n.º 1
Dia 4 regressas ao trabalho e percebes que há mil e uma coisas para fazer e que o dia só tem 24 horas. Ou seja, retirar horas ao tempo pessoal... - corte n.º 2
Dia 7 começam os saldos e percebes que durante um mês impõe-se uma disciplina férrea no uso do Visa. I.e., pas de shopping para ninguém... - corte n.º 3
And so on and so forth...
Felizmente, que o mês só dia 31 dias e ao fim do vigésimo primeiro as coisas começam a melhorar...
A dieta começa a produzir resultados (auxiliada pelo cansaço, muito stress e sono), ainda que nem tudo sejam rosas não é? (os grandes sacrificados foram o cabelo, que tem caído com uma intensidade brutal, e a cara, com uns papos valentes pouco habituais na minha pessoa e a inerente dificuldade de disfarçar olheiras a não ser com recurso à heavy make-up)...
Recebes uma notícia que pode representar uma esperança palpável para a concretização de um dos teus planos...
Há aquele jantar de Natal que só se consegue fazer em Janeiro porque em Dezembro a agenda está de tal modo sobrecarregada que algo teve que ficar para mais tarde...
Recebes boas notícias do banco (a renda vai baixar incrivelmente)...
E, os interesses overseas acordam todos para a vida quase em simultâneo (será que é possível falar de uma manifestação de feromonas à distância?...).
Recebes a notícia de que podes vir a ter um presente de aniversário muito especial, directamente de Oz...
Dia 29 janta-se no Olivier da Rua do Alecrim durante 4 horas com uma companhia mais do que agradável, com um sentido de humor e inteligência brutal, já para não falar do vasto conhecimento literário e musical de que vou começar já a colher benefícios...
Final xuxu beleza para a ressaca só se tiver ganho o Euromilhões...speaking of which, vou ali ver e já volto ;-)
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