Antes de mais: Bom Ano!
Depois do mais: uma longa ausência...again.
Mas como tudo tem um lado bom, a minha ausência é, no fundo, sinal de que tenho conseguido comunicar com o mundo que me rodeia e de transmitir o que me vai na alma. Afinal, este espaço é sobretudo terapêutico e no qual me refugio quando o Mundo não me parece suficientemente pronto para acolher os meus desabafos...
Mas vá, como estamos numa de desabafo, devo confessar que também tenho andado fora das lides bloggistas porque encontrei um novo refúgio... Ou como eu lhe tenho chamado nos últimos dias o meu novo iprecious...(e para bom entendor meia palavra basta, certo?:-)). Aliás, é a partir do dito que dedilho - literalmente - estas palavras. Sim, porque ultimamente é ver-me a dedilhar ou a olhar compenetradíssima - ou quiçá embevecida - para um ecrã de 3.5". Teclar, só mesmo se estiver sentada a uma secretária ali para os lados de Picoas...
E depois deste fait divers (pronunciado em inglês but of course) o assunto que aqui me traz.
15 de Janeiro de 2010: três meses (ou mais) desde o início da segunda maior vaga de calor na Austrália desde 1910 (altura em que começaram a ser registadas as primeiras alterações climáticas), 1 mês e 2 dias depois de ter sido anunciado o início da vaga de frio que tem estado a assolar Portugal no ultimo mês, 22 dias depois do temporal ou mini-ciclone segundo alguns que deixou várias pessoas da zona Oeste de Portugal sem electricidade durante os dias de festejos natalícios, 2 dias depois do brutal tremor de terra que abanou o Haïti e deixou aquele pais já pobre e enfraquecido em pior situação (se é que alguém imaginava que tal seria possível).
Eu não professo qualquer religião, mas sendo agnóstica e, portanto, tendo noção que a questão da existência de aspectos que se sobrepõem à razão não é de resposta fácil, por vezes concedo ao meu lado teísta e acredito sinceramente que algo de superior pode estar a comandar ou a governar determinados aspectos do Mundo em que vivemos.
É, pois, com algum receio que vejo o desenrolar cada vez mais sucessivo e repetido de eventos que caracterizo como catastróficos e nos quais começo a desenhar um padrão de castigo concebido por uma qualquer divindade que decidiu imitar o deus do antigo testamento.
Eu gosto deste nosso lugar e por isso umas das minhas resoluções de ano novo foi precisamente a de começar a ter mais afinco numa consciência ecológica. Porque os cidadãos do Haïti não merecem mais desgraças, porque os australianos têm noção da fragilidade deste recanto há mais tempo do que eu e porque ninguém merece ser penalizado pelas minhas acções inconscientes.
Portanto se estais zangados, aqui fica a manifestação pública de uma das minhas pequenas contribuições para amainar a vossa ira...tende-a em devida conta je vous en prie
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
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