Primeiro: há que variar. Este mês tem sido tão sui generis que até os meus posts o denunciam...quase todos começam a título de justificação, bem sei. Tal deve-se ao facto de estar a passar por tanto e, ao mesmo tempo, por nada, creio...
Daí andar a escrever sobre temas sobre os quais não me pronuncio muito out in the open, mas os quais tenho que justificar.
Bom, passando à frente e ligando ao título.
Já tiveram oportunidade de ler "O Segredo"? Eu já. Sendo curiosa, não me importo de "go with the flow" e ficar a conhecer os assuntos de que toda a gente fala em todo o momento. O que, em Dezembro de 2007 (yeah, já conseguem antever o cliché, certo?...) me levou à Fnac para adquirir a master piece de Rhonda Byrne.
Como sabem os que me são próximos, gostei de ler o livro. Eu sei, eu sei, mas digam-me quem não gosta de ter as suas ideias e pensamentos validados por estranhhos e depois falamos.
De facto, o livro tem uma coisa de bom: o autor quase não se imiscui. É mais um encadeado de frases que - está bem, neste ponto concedo - se lidas numa dada disposição, tenderemos a interpretar num sentido que nos ajuda a seguir em frente.
Também como sabem, uma das grandes máximas d'O Segredo é a Lei da Atracção. Em termos básicos, e com base na Física Quântica (o que quer que isso seja, como diz o meu mano), segundo a Lei da Atracção, tudo aquilo em que pensamos pode materializar-se no Universo e encontrar-nos. Coisas positivas ou negativas.
Portanto, se pensarmos em ser ricos e começarmos a visualizar sermos ricos, vamos acabar por ser ricos. Se pensarmos numa doença e nos visualizarmos a padecer dessa doença, então vamos ficar doentes...You get the picture, right?
Adiante...Ano e meio depois da leitura d' O Segredo, num fugaz momento de reflexão sobre a minha (igualmente fugaz) vida amorosa, cheguei à seguinte conclusão: bom, no meio de tanta atracção, alguém se tem que lixar, certo?
Passo a explicar:
Se alguém é desejado com a mesma intensidade por mais de 2 pessoas, e não sendo esse alguém divisível ou mesmo susceptível de replicação, a quem é que a lei da atracção vai beneficiar? E se por outro lado, esse alguém deseja outra pessoa que não as que o desejam? Como é que o Universo resolve?
Esta é uma daquelas coisas para a qual gostava de ter uma resposta. Nem que seja tentativamente...
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2 comentários:
Será que duas pessoas podem mesmo desejar intensamente exactamente ao mesmo nível uma mesma pessoa? Não acredito na história de termos um único amor, mas vários e que mudam consoante as nossas circunstâncias e que mesmo nessas circunstâncias nos preenchem apenas parte das nossas necessidades. Mas mesmo assim acho que num dado momento duas pessoas podem mesmo ser feitas uma para a outra de uma forma quase 100% completa. E a probabilidade de este match ser a três não me parece provável - não é a natureza humana. (A não ser que se tenha um fetiche com ménages à trois...)
Conclusão se duas pessoas desejam uma outra com a mesma intensidade, o desempate universal só pode mesmo ser do objecto desejado e que pelos vistos "is just not that into" any of them... Por isso o que diz também a lei da atracção misturada com a Oprah é: não fiques a remoer and just move on to someone who really deserves you and loves you back the same way! Porque esse será teu, único e em exclusivo - pelo menos durante uns momentos que só podes esperar saber prolongar por mais tempo possível ;-)
Jo,
Como sempre, mostras uma perspectiva completamente diferente. Ainda bem! Sempre me ajudas a alimentar o cerébro :-).
Adoro a ideia de sermos nós o árbitro "cósmico".
Rest assured: tenho estado a apitar o jogo, mas de forma inteiramente parcial. Ou seja, de modo a que o resultado não agrade a todos, mas apenas a mim ;-)
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